segunda-feira, 29 de junho de 2009

Toca de Luto

Pois é... estamos de luto! Um pouco atrasados, mas de luto!

O motivo? Simples: morreu nessa sexta-feira um dos maiores nomes da Black Music (há quem diga que O Maior, mas vamos deixar essa discussão para uma hora mais agradável...). Sim, estou falando daquele gringo que a mídia não para de falar e você não deve mais ter paciência para ouvir, mas, sinto muito, esse blog é um blog de Black Music e não podemos aqui deixar passar em branco esse fato.

Estamos de luto pela morte de Michael Jackson.

Antes que venham com críticas ao nosso blog, nós assumimos, sim, que ele não era mais o artista que já foi, sabemos que ele não era mais tão relevante musicalmente quanto em outros tempos, mas o fato é que ele ainda é relevante historicamente.

Michael é relevante não apenas por ter redefinido a música Pop, mas, além disso, por ter sido o exemplo mais evidente do processo de redefinição, não sendo apenas um agente nesse processo, mas também um objeto dele. Ele não apareceu com um som surpreendente e novo, não foi um messias da música Pop como o pintam, mas em sua carreira podemos observar todo o percurso de transformação da Black Music entre as décadas de 70 e 80.

Esse percurso que Michael trilhou foi desde um começo interessante com seus irmãos na famosa banda Jacksons 5, com uma pegada funk bem bacana, uma levada simples e direta, bem no estilo da gravadora Motown, levada essa, que já denunciava o proximidade da família Jackson com o Pop. Com o ingresso na carreira solo, Michael lançou um fantástico primeiro álbum (Off the Wall), em 79, com uma pegada soul, passando já em seu segundo álbum (Thriller), de 82, a mudar seu estilo para o seu peculiar estilo Pop, começando também a definir o seu visual (não falo apenas das polêmicas a cerca da cor de pele e das plásticas, mas também do figurino etc.), mudança essa que, por um lado, na minha opinião, significou um queda qualitativa nas suas músicas (ainda que com algumas coisas muitos legais, como Smooth Criminal), mas que, de fato, o transformou numa lenda.

E, para homenageá-lo, aqui vai, da Toca do Soul, para vocês, caros ouvintes e leitores, o tal Off the Wall!!! Um álbum, como já dito, com uma pegada bem Soul, na minha opinião, o auge da carreira desse artista e também um dos álbuns mais bem produzidos da história da música! Todos os sons bem gravados e bem colocados, um som limpo, em que dá pra distinguir cada um dos instrumentos, com músicas fantásticas e bem arranjadas! Tudo isso e muito mais do que um álbum precisa para virar um clássico! Discografia básica para quem quer saber o que é a Black Music de qualidade! (Destaque para a primeira faixa, Don't Stop 'Till You Get Enough, também conhecida como "abertura do Vídeo Show"! hahahahahaha)




(By Pantera)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Baby Huey Story: The living legend

Aqui vai o primeiro álbum da Toca: Baby Huey & The Babysitters.
Quando apresentávamos a Toca, o Pantera me apresentou o Baby Huey no trabalho. Viciei na hora. O cara é absurdamente bom!
Esse álbum, Baby Huey Story: The living legend, reúne as gravações de James Ramey depois que ele assumiu o nome do patinho gordo. Infelizmente o cara morreu antes do seu lançamento, em 1971.
Espero que gostem desse marco do rock/soul/funk, que foi fundamental para o desenvolvimento do hip hop, depois. Detalhe: reparem nesse cover de California Dreamin'.

http://sharebee.com/5528a232




Músicas:
1 -
Listen To Me
2 -
Mama Get Yourself Together
3 -
A Change Is Going To Come
4 -
Mighty, Mighty
5 -
Hard Times
6 -
California Dreamin'
7 -
Running
8 -
One Dragon Two Dragon