Pois é... estamos de luto! Um pouco atrasados, mas de luto!
O motivo? Simples: morreu nessa sexta-feira um dos maiores nomes da Black Music (há quem diga que O Maior, mas vamos deixar essa discussão para uma hora mais agradável...). Sim, estou falando daquele gringo que a mídia não para de falar e você não deve mais ter paciência para ouvir, mas, sinto muito, esse blog é um blog de Black Music e não podemos aqui deixar passar em branco esse fato.
Estamos de luto pela morte de Michael Jackson.
Antes que venham com críticas ao nosso blog, nós assumimos, sim, que ele não era mais o artista que já foi, sabemos que ele não era mais tão relevante musicalmente quanto em outros tempos, mas o fato é que ele ainda é relevante historicamente.
Michael é relevante não apenas por ter redefinido a música Pop, mas, além disso, por ter sido o exemplo mais evidente do processo de redefinição, não sendo apenas um agente nesse processo, mas também um objeto dele. Ele não apareceu com um som surpreendente e novo, não foi um messias da música Pop como o pintam, mas em sua carreira podemos observar todo o percurso de transformação da Black Music entre as décadas de 70 e 80.
Esse percurso que Michael trilhou foi desde um começo interessante com seus irmãos na famosa banda Jacksons 5, com uma pegada funk bem bacana, uma levada simples e direta, bem no estilo da gravadora Motown, levada essa, que já denunciava o proximidade da família Jackson com o Pop. Com o ingresso na carreira solo, Michael lançou um fantástico primeiro álbum (Off the Wall), em 79, com uma pegada soul, passando já em seu segundo álbum (Thriller), de 82, a mudar seu estilo para o seu peculiar estilo Pop, começando também a definir o seu visual (não falo apenas das polêmicas a cerca da cor de pele e das plásticas, mas também do figurino etc.), mudança essa que, por um lado, na minha opinião, significou um queda qualitativa nas suas músicas (ainda que com algumas coisas muitos legais, como Smooth Criminal), mas que, de fato, o transformou numa lenda.
E, para homenageá-lo, aqui vai, da Toca do Soul, para vocês, caros ouvintes e leitores, o tal Off the Wall!!! Um álbum, como já dito, com uma pegada bem Soul, na minha opinião, o auge da carreira desse artista e também um dos álbuns mais bem produzidos da história da música! Todos os sons bem gravados e bem colocados, um som limpo, em que dá pra distinguir cada um dos instrumentos, com músicas fantásticas e bem arranjadas! Tudo isso e muito mais do que um álbum precisa para virar um clássico! Discografia básica para quem quer saber o que é a Black Music de qualidade! (Destaque para a primeira faixa, Don't Stop 'Till You Get Enough, também conhecida como "abertura do Vídeo Show"! hahahahahaha)
O motivo? Simples: morreu nessa sexta-feira um dos maiores nomes da Black Music (há quem diga que O Maior, mas vamos deixar essa discussão para uma hora mais agradável...). Sim, estou falando daquele gringo que a mídia não para de falar e você não deve mais ter paciência para ouvir, mas, sinto muito, esse blog é um blog de Black Music e não podemos aqui deixar passar em branco esse fato.
Estamos de luto pela morte de Michael Jackson.
Antes que venham com críticas ao nosso blog, nós assumimos, sim, que ele não era mais o artista que já foi, sabemos que ele não era mais tão relevante musicalmente quanto em outros tempos, mas o fato é que ele ainda é relevante historicamente.
Michael é relevante não apenas por ter redefinido a música Pop, mas, além disso, por ter sido o exemplo mais evidente do processo de redefinição, não sendo apenas um agente nesse processo, mas também um objeto dele. Ele não apareceu com um som surpreendente e novo, não foi um messias da música Pop como o pintam, mas em sua carreira podemos observar todo o percurso de transformação da Black Music entre as décadas de 70 e 80.
Esse percurso que Michael trilhou foi desde um começo interessante com seus irmãos na famosa banda Jacksons 5, com uma pegada funk bem bacana, uma levada simples e direta, bem no estilo da gravadora Motown, levada essa, que já denunciava o proximidade da família Jackson com o Pop. Com o ingresso na carreira solo, Michael lançou um fantástico primeiro álbum (Off the Wall), em 79, com uma pegada soul, passando já em seu segundo álbum (Thriller), de 82, a mudar seu estilo para o seu peculiar estilo Pop, começando também a definir o seu visual (não falo apenas das polêmicas a cerca da cor de pele e das plásticas, mas também do figurino etc.), mudança essa que, por um lado, na minha opinião, significou um queda qualitativa nas suas músicas (ainda que com algumas coisas muitos legais, como Smooth Criminal), mas que, de fato, o transformou numa lenda.
E, para homenageá-lo, aqui vai, da Toca do Soul, para vocês, caros ouvintes e leitores, o tal Off the Wall!!! Um álbum, como já dito, com uma pegada bem Soul, na minha opinião, o auge da carreira desse artista e também um dos álbuns mais bem produzidos da história da música! Todos os sons bem gravados e bem colocados, um som limpo, em que dá pra distinguir cada um dos instrumentos, com músicas fantásticas e bem arranjadas! Tudo isso e muito mais do que um álbum precisa para virar um clássico! Discografia básica para quem quer saber o que é a Black Music de qualidade! (Destaque para a primeira faixa, Don't Stop 'Till You Get Enough, também conhecida como "abertura do Vídeo Show"! hahahahahaha)
(By Pantera)

Muito pertinente o comentário a respeito do Michael. De fato, pra musica ele já estava morto, mas isso não diminui em nenhum milésimo o que o cara fez no passado! E Off the Wall é mesmo o melhor disco de sua carreira, mesmo Thriller sendo o mais vendido e mais famoso... Talvez até o mais característico...
ResponderExcluirSó uma coisa me deixa puto, verdadeiramente puto, com a perda: o que vai ter de carinha mal intencionado e oportunista de gravadoras ganhando grana em cima disso...
Abraços, Pantro e Guará, até a próxima postagem!
Belo post, Pantera!
ResponderExcluirRealmente, a situação em que a carreira do Michael Jackson se encontrava não diminui em nada o que ele já havia feito pela música. Opiniões à parte, é inegável que Michael ditou caminhos até o Dangerous, de 91.
Num dos inúmeros programas sobre ele nesses dias, um vendedor de Los Angeles disse algo interessante sobre ele: "Michael vivia num nível de fama só dele". E é isso mesmo. Com sua morte, o Google chegou a interpretar a quantidade de buscas pelo seu nome como uma tentativa de infecção, os trendings com seu nome chegaram a travar o Twitter por alguns momentos. Só mesmo ele poderia pensar numa despedida com 50 shows farônicos em Londres.
Bom, ouvir mais algumas vezes a obra dele, começando pelo absurdo que é o Off the Wall.
Canadá, não pense que deixamos seu pedido de lado. Ele está aqui nos arquivos da Toca e sendo providenciado.
Abraço a todos!
Guará desliga...
Bom na verdade o Michael não morreu. Isso foi uma jogada dele e dos advogados para ele embolsar a grana dos ingressos dos 50 shows, os filhos ficarem com a grana dos milhares de CDs e DVDs que serão lançados em sua homenagem.
ResponderExcluirO cara deve estar nesse momento tomando umas numa ilha paradisíaca (provavelmente a mesma que ficou Elvis) que ele comprou recentemente ...